11 de jun de 2015

Somos Momentos


 A morte... Ela não tem preconceito, não tem discriminação, nem faz bullying. Simplesmente escolhe alguém ao acaso, independente da raça, da religião, do sexo ou da opção sexual. A morte é como um imã... Quando ela estende as mãos, lhe chamando, você vai em direção a ela sem pestanejar ou argumentar. Pouco importa o quanto você viveu ou o quanto gostaria de viver. Se fez o que queria fazer ou se deixou de fazer. Se disse o que queria dizer ou deixou de dizer. Uns podem achar egoísmo, mas no fim, o que todos tanto tememos, é a coisa mais justa e sincera que existe e pouco importa quem você foi, quem você é ou quem pretende ser. 

Pouco importa o tamanho da sua conta bancária ou do seu cabelo. Pouco importa o seu tipo sanguíneo ou a cor dos seus olhos. A morte não liga pro seu tamanho, pro seu peso ou para sua inteligência. Ela não liga para o que você vai deixar para trás ou o que você pretende construir. 

Nós somos momentos. Nem momentos bons, nem momentos ruins. Somos apenas momentos, correndo contra o tempo, sem saber para aonde ir ou se ao menos vamos chegar, mas a verdade é que não chegaremos em lugar algum, pois a morte é um relógio. Um relógio que conta o tempo que os momentos vão durar. O tempo que nós vamos durar. E uma hora ou outra ela vai te chamar com um sussurro... E como um grito, você vai ir, assustando a todos que ouvirem ou simplesmente ecoando no vazio. 

E o que nos resta? Aproveitar os momentos, aproveitar a nós mesmos e aos que estão ao nosso redor, pois nunca saberemos quanto tempo vamos durar. Pode ser que o momento dure muitos anos, ou pode ser que ele acabe no próximo minuto. E uma hora ele vai acabar, mais cedo ou mais tarde.

Vamos lembrar que "para morrer, basta estar vivo".

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